Hoje em dia, fica complicado separar a formação do professor com suas experiências vividas. No texto de Célia Maria Fernandes Nunes afirma que a existência de um conhecimento profissional que vai sendo construído ao longo da carreira, apesar das características e trajetórias distintas. Podemos notar que, apenas, o conhecimento obtido ao longo do curso de formação não é suficiente, todas as nossas experiências passadas vão fazer uma grande diferença na nossa vida de professor.
O texto de Ivor Goodson trata da crise do currículo prescritivo e também tenta trazer outro modelo de currículo. Como foi debatido na aula do dia 06/09 com a palestra da professora Marie Jane onde ela traz uma tabela com diferentes tipos de currículos. Na minha opinião, atualmente, vivemos um currículo com estrutura porém sem diálogo, pois os professores já vêm com os conteúdos todo elaborado e da maneira de como será passado, independente se os alunos vão aprender ou não. Não existe diálogo entre aluno x professor para saber qual a melhor maneira de passar o conteúdo, qual a melhor maneira de o aluno aprender, já que, os alunos não são iguais e as dificuldades são diferentes bem como o domínio de certa área.
As escolas não se preocupam mais com o aprendizado, e sim, se foi passado o conteúdo ou não. É muito fácil chegar lá na frente da sala e despejar matéria sem se preocupar com os alunos, sendo que nas séries iniciais e ensino fundamental é muito importante a presença do professor, pois dependendo da maneira como o professor vai interagir com o aluno, logo este poderá ficar traumatizado pro resto da vida, é nas séries iniciais que estamos em desenvolvimento, descobrindo do que gostamos, o que é bom ou ruim. Acredito que um currículo apropriado seria aquele onde atendesse todas as necessidades dos alunos, por isso, penso que o currículo com diálogo sem estrutura poderá ser ótimo para aprendizagem, pois teria diálogo com os alunos e também o aluno teria autonomia total. Nas séries iniciais é bom que se passe o conteúdo mas não sempre da mesma maneira, e sim, diversificando. Assim, o professor vai explorar todas as inteligências dos alunos. Os professores, talvez, tenham medo de ministrar aulas que não tenham estruturas, muitos, pois, tem medo de perder o controle da aula e daí virar bagunça.
Bauman afirma que as crises do currículo e da educação não são um problema interno, e sim, uma questão ampla de posicionamento das pessoas que têm a ver com o currículo, estão buscando soluções no lugar errado.